quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cristal Eterno

por Marcos Caetano Coluna: Praia do Futuro

O meu amor não é pra sempre, meu bem...
Pro resto da vida é o cristal do meu copo de uísque,

os repetidos zumbidos d'algum Pink Floyd,
dor, silêncio e serenidade a destilar em alambique,
alguma paciência pra Nietzsche, Tarski e Freud.

Não meu amor, meu bem não é pra sempre...
Pro resto da vida é só a saudade,
ou os ditirambos da verdade que desconheço.
Pode ser profundo este tal apreço;
mas não eterno, este quiproquó falasse!
Efêmero ou acaso?
Cabe ao eterno a propriedade de ser raso...



23h26min, 14 de Maio de 2015.

4 comentários:

Paulo Henrique Passos de Castro disse...

O finito é profundo.
Versos incríveis!

CA Ribeiro Neto disse...

Saudade de um poema de Caetano!


Efêmero ou acaso? Dicotomia simples e difícil!

Sandra Alencar disse...

Lindo!

Leco Silva disse...

Vi num seriado, recentemente, algo como "como se organiza uma vida sem a morte para a defini-la"?

Um brinde à finitude!