domingo, 15 de fevereiro de 2015

Frêmito

FRÊMITO



É quando tua língua quente
Lambe a minha alma...
E a tua mão pesada
Marca a minha pele...
Eu te sinto no meu estômago.

Frêmito
 

É o medo que prediz tua chegada
E o calor que anuncia o nosso encontro.

 

Frêmito
 

É o que nos faz humano
É o rubor em assumir nossos desejos
É o sabor nauseante da tua ausência
É o doce intenso do teu beijo.

Frêmito

É quando o corpo estremece
E a alma implora
Um pouco mais de amor...
Um pouco mais de vinho...

É o desamparo da nossa condição humana
E o pavor de se perceber sozinho...


 

Sandra Alencar

3 comentários:

Pedro Piluca disse...

O pavor de se perceber sozinho.

CA Ribeiro Neto disse...

Gosto de poesias intensas como essa!

Marcos Paulo Souza Caetano disse...

Os quatro últimos versos são um poema a parte. Mas, em minha visão, os três últimos versos são impagáveis. Eles remodelam e dão grande significação ao conjunto da obra. Foi de meu apreço.